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Rostos cobertos
A selvajaria urbana confunde-nos os sentidos,e por mais que tentemos encontrar uma direcção, um Norte, acabamos reprimidos por ela, escravos dela.
Sujeitos a um léxico socialmente imposto de um certo modus operandi, vemo-nos encurralados na inexistência de liberdade criativa. Numa escravidão inconscientemente aceite, falamos do mesmo, vivemos do mesmo, respiramos da mesma maneira… a Única.
Desafiados por um instinto de inconformismo, encaramos o saltar de para-quedas como uma conquista de liberdade, quando na verdade o que realmente queríamos era voar… aceitamos.
Tão certo como a ordem estabelecida, é o controlo estabelecido, a vida estabelecida, a inconsciência do estabelecido. Quando lutamos, quando berramos, quando resistimos, é porque a mão que temos enterrada no nosso traseiro, bem juntinha ás nossas entranhas nos fez mexer. Não passamos disto, bonitos fantoches com uma mão bem enfiada na alma que nos faz fazer o que ela quiser.
Mas quando tapamos a cara, não somos “eu”, somos todos e ninguém. Não somos controlados nem controlamos, perguntamos, apontamos, criticamos… disparamos.
Ganhamos o direito de desafiar o que nos é imposto, ganhamos o direito de poder berrar, ganhamos o direito de ser marginais. Vivemos em caixotes de cartão iguais, em cidades iguais, em mentiras iguais, tapamos a cara para sermos iguais.
Não somos controlados porque somos “ninguém”, não controlamos porque somos “todos”.




“TODA A ORDEM NOVA É CONSIDERADA UMA DESORDEM e tratada como tal”
2010
Projecto/Projéctil
Praça da Alegria Futebol Clube, Porto


“…como em latas de sardinha”, 2010
Projecto/Projéctil, Porto
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Inabitar
Este primeiro simpósio surge como laboratório de experimentação, um campo de batalha onde lutamos por uma definição, uma estratégia. Sem querer cair na presunção, procuramos uma fórmula perfeita de criar, de criar socialmente, criar democráticamente, de criar…
O uso do gesso cartonado não é uma mera possibilidade ou casualidade, surge neste contexto como uma ironia, metáfora de uma construção social e urbana do efémero, do falso, ou mesmo da magia e do poder de ludibriar o patamar do visual. Encarna em si, toda a definição de uma sociedade baseada em quinze minutos de fama.
O projecto fala de pessoas, de vida, de condições, de expectativas… fala de arquitectura, de espaço, de habitat, de pessoas, de vida… de materiais, de processos, de técnica e estética, de pessoas, de vida. Todos vivemos neste mesmo caixote de cartão, revestido a jornal e plástico, com um interior despojado, branco, só que alguns não o vêem.



“Habitat + ismo”, 2010
1º Simpósio de Escultura em Gesso Cartonado
Junta de Freguesia do Bonfim, Porto



“Quando a procissão passa”, 2009
Encontro de Artes Plásticas Encontrarte
Amares
Fernando Almeida + Marco Fidalgo


“Zona Cinzenta”, 2009
Encontro de Artes Plásticas Encontrarte
Amares
Fernando Almeida + Marco Fidalgo


S/ Título, 2009
Encontro de Artes Plásticas Encontrarte
Amares
Fernando Almeida + Marco Fidalgo



“Icaro”, 2008
Projecto Internacional Azores Combo Art Camp
Ponta Delgada, S. Miguel, Açores

Projecto “Finissage”, 2008
Espaço Cultural Maus Hábitos, Porto


“Ressurreição”, 2007
Galeria da cozinha, FBAUP, Porto

“Ataláia #02”, 2007
Comtrapposto, ou a camisa de dormir da velha
Espaço oficinal Rua do Bonfim, Porto

“novo reino que tanto sublimaram”, 2007
Comtrapposto, ou a camisa de dormir da velha
Espaço oficinal Rua do Bonfim, Porto


“Marchamos”, 2007
Comtrapposto, ou a camisa de dormir da velha
Espaço oficinal Rua do Bonfim, Porto


“Ataláia #03”, 2007
Casa Yberg, S. Tirso

“Ataláia #01”, 2006
Jovens Escultores 2006
Centro de Arte de Matosinhos

“Entre”, 2006
CACE Cultural do Porto